O Projari

       O PROJARI (Projeto Artesanato, Recreação e Informática) é um Projeto criado, implantado e mantido pela Associação Educacional São José, que tem sua sede em Porto Alegre. A iniciativa da criação do Projeto ocorreu em 1987 e se deve às Irmãs de São José residentes em Guaíba, sob a coordenação da Irmã Nilva Dal Bello em colaboração com as Irmãs: Ângela Maria Ribas e Laura Gavazzoni. Conta também com a parceria do Rotary Club de Guaíba, das Empresas: Viação Alegria, Melita, Thyssen Krupp, Banco de Alimentos, Mesa Brasil, Prefeitura Municipal e da Igreja Católica, no apoio e na cedência de espaços.

       O Projeto proporciona um conjunto de atividades de caráter sócio educativo, artístico, informativo, cultural, profissionalizante e de lazer, sob a forma de cursos e oficinas, oferecendo alternativas de vivência e desenvolvimento das potencialidades de crianças, adolescentes, jovens e adultos de várias etnias (brancos, negros, mulatos e índios) para que sejam protagonistas de sua história, orientada para a construção de uma cultura embasada na paz e na solidariedade. Possibilita o ingresso de membros dos municípios de Eldorado do Sul e Guaíba, abrangendo 18 bairros deste Município. O PROJARI atende prioritariamente crianças, adolescentes e jovens de ambos os sexos, variadas etnias e religiões, a partir de 02 anos de idade. Oferece também oficinas a adultos e portadores de deficiência e necessidades educativas especiais, possibilitando a este grupo a inclusão social.

       Desde sua criação o PROJARI já contribuiu para o crescimento e o enriquecimento de saberes, qualificação, auto-estima, convivência e inclusão social, além de oferecer condições para ingresso no mercado de trabalho, vislumbrando possibilidades de geração de renda.

       Outro objetivo do Projeto, além da oferta de atividades, é incentivar, estimular e valorizar o trabalho voluntário, razão pela qual, atualmente, 56 voluntários estão engajados no PROJARI, muitos deles ex participantes do mesmo. Conta-se ainda com 05 funcionários contratados pela Associação Educacional São José e 03 cedidos pela Secretaria Municipal de Educação.

       A comunidade e arredores onde o PROJARI está inserido pertence a uma população de baixa a baixíssima renda, tendo inúmeras famílias com rendimento mensal de 1 ou menos de 1 salário mínimo. Há também famílias que não possuem renda, vivendo de ajuda governamental (Bolsa Família), assistencial ou auxílio filantrópico e/ou de familiares. O desemprego e as atividades informais têm presença significativa. Há ainda outro aspecto relevante a ser considerado: a grande maioria das famílias não tem onde deixar seus filhos enquanto trabalham, ficando estes expostos às influencias do consumo e tráfico de drogas - atividade marcante no bairro e arredores.

       Os motivos que levaram à implantação deste Projeto foram essencialmente a situação sócio-econômica do bairro e arredores e a exposição a situações de risco social devido ao tráfico de drogas e, conseqüentemente a violência. A necessidade de implantação deste Projeto é o fato de que muitas famílias preocupam-se com a formação de suas crianças, adolescentes e jovens, preferindo que no turno oposta à escola estes mantenham-se ocupados, não ficando assim expostos aos riscos que algumas atividades ilegais podem proporcionar.

       Tem-se como ponto forte e inovador deste Projeto, o fato de que os participantes em idade escolar, freqüentem a escola em um turno e, no contra turno, escolham uma ou mais oficinas para desenvolver habilidades especificas, fazendo também o acompanhamento destes participantes em seu desempenho escolar, tendo a possibilidade de as Escolas, Conselho Tutelar e outras Instituições, encaminharem mais participantes em qualquer tempo do período letivo.

       Desde a sua criação o PROJARI vem plantando a semente da paz e da solidariedade em vários pontos do município de Guaíba. Sua sede fica situada no Bom Fim Novo, havendo ramificações do Projeto nas Vilas: Nova Guaíba, São Francisco e São Jorge, onde ocupam, por enquanto, espaços cedidos pelas comunidades católicas de cada bairro. O número de participantes vem aumentando consideravelmente a cada ano, assim como a oferta de oficinas e atividades.